31 outubro 2005

Nós, internetualizados!!!!

É muito bom saber que você está por aqui, compartilhando de algumas loucuras minhas é é muito gostoso ter a possibilidade de, com seu comentário, ir até a sua casa virtual e conhecer um pouco de ti também. Isso é uma troca de culturas muito bacana, que dá um sentido a mais para a internet: o de unir realidades, mesmo que elas sejam totalmente diferentes. E essa mágica, de uma forma ou de outra, acaba criando laços muito especiais de amizade verdadeira. Amizade verdadeira, porque o que conhecemos realmente é a mentalidade da pessoa, sem ter pré-conceitos, sem presenças irritantes, sem concensos gerais; então, somos livres para criar afinidades...



Salvo excessões raras, penso que na vida de todos nós blogueiros, esse espaço é um meio para que a pessoa expresse tudo aquilo que é, pois "dá de trabalhar" a todo tipo de mente: os artistas de plantão mexem em seus templates com aquela criatividade, os músicos nos trazem sempre, além das possíveis melodias de fundo, os pontos da vida que mais parecem ter o mesmo tom para todos, isso sem contar o ponto em comum entre todos: as idéias jorrando pelo teclado do pc. Numa época, quando o real está virando virtual, e o contrário também, estamos todos ainda nos adaptando a essas mudanças, começando com o blog, a filial da gente no ciberespaço.
Assim, mais uma vez, seja bem vindo, meu bom amigo, e seja bem vinda você também, adorável amiga! Obrigado por ouvir o que tenho a dizer, ou melhor, ler o que tenho a escrever enquanto me restam dedos!!
Não sou fresco quanto a horários, por isso fica aqui o convite de voltarem quando quiserem e puderem, assim como o pedido de que deixem vossos endereços para que eu descubra também um pouquinho de seus mundos!!!
Estejam todos sempre em Paz!!!


Luis Gustavo D. Pereira
(PS: Senhorita Karol Hedy, cadê minha torta de maçã???
PS2 - a missão: Senhor Edgard Borges, trouxe minha lasanha???)

23 outubro 2005

O tempo...

Não me diga que horas são
Quero viver cada momento em si
De forma que o próximo só possa ser bom.

Não permita que eu saiba dos dias
Eles não existem mais para mim
E sim, somente o que foi feito faz o que ainda vai existir.

Não posso olhar para o passado
E continuar a fazer rodeios
sem aprender a viver, afinal.

Não posso olhar para o futuro
E continuar sentado nessa cadeira
Invejando os ponteiros do relógio, que sempre são, estão e agem.

Quero ser a chuva
Sempre em ação
(seja como for)


Quero ser o vento
E suas eternas boas mudanças
(seja frio ou calor)

Na lei
Quero ser vítima e réu
(sem privilégios a granel)

Ver o mundo, e torcer pelo bem
Ver os meu braços, e trabalhar também.
E não mais transformar a chuva da tarde
Em lágrimas ardentes de verdade.

Então, não me diga que horas são.
Não me importa: vivo na eternidade.
Luis Gustavo D. Pereira

21 outubro 2005

E à desordem voltarás...


Quarto virado do avesso??? Não tenho culpa. Não tenho culpa nem tempo para dar o devido respeito ao cômodo ilustre. Quer dizer, não tinha até que um livro caísse na minha cabeça.
Estopim!!! E para dar fim à histeria existente ali, onde até os livros estavam se suicidando, tive de boicotar as atividades do dia nas escolas. Ah, por um bom motivo, vai...
E começa a guerra. Ao som de Bee Gees (para tarefas assim, precisa-se de estímulos grandes como esse) ,mexi, mudei de lugar, varri, e até bati a canela na quina da cama pouco antes de uma prateleira cair lindamente na minha canela. Mas antes de o cd acabar, a paz já estava restaurada ao ambiente, que depois dessa revolução toda, até cresceu.
Então, para aproveitar esse clima e o tempinho livre restante, comecei a fazer um dos trezentos e cinqüenta e dois trabalhos que as escolas passaram, quando o meu irmãozinho caçula entrou, com seus jeitinhos e sorrisos tigulis, como diriam algumas amigas. Não me importei que ficasse, é um anjinho, calminho, contenta-se em estar com seus carrinhos e bonequinhos. Depois de um tempo, a esposa de meu pai pediu minha ajuda para que removesse o que ela chamou de horrível e gigantesco monstro (uma perereca) que estava na cozinha. Feito o ato heróico, voltei para onde destava antes...
Quarto virado do avesso!!! Ah aquele pivete endiabrado !!! Hunf... Vamos lá de novo... Só espero que ele não tenha brincado de colorir no meu trab...
Tarde demais.
Luis Gustavo D. Pereira

20 outubro 2005

Rapidinho...

Hoje, gostaria de falar sobre três seres de uma família que interferem diretamente em nossas vidas, com maior ou menor intensidade.
Um deles é o ontem, velho sábio, um avô ,que já foi embora, mas deixou seus ensinamentos, lembretes e recordações para se refletir.
o segundo é o Amanhã, dinâmico, sagaz mas ainda inocente, o netinho, porque não tem opinião própria e sempre se agarra em tudo o que o terceiro amigo fala, que é o...
Hoje. Este é uma criança , o filho, que podemos moldar de acordo com o que queiramos que ela transmita ao Amanhã e fazer dele algo realmente bom.
Um já foi...o outro AINDA vai chegar e tem um que depende de nós para se formar...
Vamos cuidar dessa família?
Ela pode dar certo...
Luis Gustavo D. Pereira

15 outubro 2005

Cadê a tiaaaaaaaa????

Hoje estive analisando algumas passagens na minha vida (ainda que tenha vivido pouco) e cheguei à conclusão que tenho saudades dos tempos de primário em que eu realmente completava um ano escolar, embora não tenha repetido ano algum até este momento.
Era muito bom estudar seriamente todos os dias e, chegada a prova, saber o assunto em questão e não somente decorá-lo mecanicamente, para esquecê-lo logo após o teste. E cada vez que a professora iria divulgar os resultados, fazia-se um suspense infernal até que ela chegasseao meu número e à minha nota. E, por falar em nota, desde essa época eu tenho um trato para comigo e com o mundo: tirar, no mínimo, oito, no que quer que fosse. Isso obedece ao seguinte raciocínio: Sendo que do começo dos estudos até o dia da prova com certeza haveria tempo razoável para estudos e eliminação de dúvidas e que os professores sempre cobram nas avaliações o que deram em sala, não seria racionalmente certo ter dúvidas logo no dia do "juízo proval", o que me obrigaria a tirar sempre dez. Optei pelo oito porque poderia haver algum engano, uma frase lida errada, uma ilusão de ótica, um meteoro caindo bem em cima da última questão da prova ou coisas do gênero. Isso explica o fato de eu ter chorado copiosamente quando aconteceu meu primeiro sete-e-meio. Somando todo esse esforço do ano, era uma imensa alegria ver a palavra "PROMOVIDO" escrita no boletim final. Isso firmava e confirmava a certeza de um ano realmente completo.
Tempos bons que ficaram no passado, pois, desde que me tornei ( entenda-se me tornaram) vítima da progressão continuada, convivo com duas situações que prejudicam muito o prazer de estar num sistema esforço-recompensa como a escola.
Uma delas é que, ainda que continuasse com o mesmo pacto sobre as notas, estas teriam o mesmo brilho de outrora, pos ir para a série seguinte já não dependia mais delas em grande parte. Sendo assim, todos os esforços para aprender eram considerados banais pelos próprios estudantes. Não que eu também tivesse mudado, mas isso afetava, de certa forma, a qualidade das aulas e fazia com que os que ainda quisessem aprender algo, como eu, fossem reduzidos ao mínimo frupo dos nerds, cdf's e coisas do gênero. A outra situação é que desde então são raros os professores que realmente se sentem estimulados a ensinar, a ver cabecinhas trabalhando e depois aplicar uma prova séria , que teria resultados verdadeiros.

Nisso, há um certo desespero porque podem acontecer dois fatos. Primeiro: as dúvidas não pararem de crescer. E segundo, que é mais amargo ainda: as dúvidas não existirem. Digo isso porque as dúvidas, na verdade, surgem quando estamos sendo levados através de um certo raciocínio e fica uma lacuna entre o que já entendemos e o que está sendo passado no momento; é quando fazemos uma pergunta. Mas como ter dúvidas, se nem ao menos "pensar" alguns docentes nos estão fazendo hoje? Isso é mais preocupante do que as dúvidas em si, porque não sabemos o que realmente deveríamos buscar saber...coisa de louco, mas acontece!
Assim, as questões existentes, junto com não pensadas vão se acumulando, acumulando, acumulando até que o aluno caia em si e veja que seu próprio futuro se transformou em um verdadeiro ponto de interrogação gigantesco. Mas aí, é muito difícil reverter o quadro.
Por tudo isso, tenho saudades das tias e dos tios do primário, que simbolizam um período realmente bom e eficaz no ensino do nosso país, pelo menos para mim. O "estudar" de hoje não tem o mesmo peso, tanto intelectual quanto sentimental, como de antes, o que tem feito e ainda vai fazer com que um monte de jovens mintam inconscientemente. Provo pelo meu caso, que, mesmo quando estiver com o diploma de "ensino médio completo" em mãos, mentirei se ousar dizer que tenho, de fato, o "ensino médio completo". É socialmente comprovado, e eu sei comigo, que ainda levaria, no mínimo, mas um ano de estudos para realmente merecê-lo.

12 outubro 2005

Coisas da vida atual

Vejo que o futuro
É um certo paradoxo
Porque coisas sairão do escuro
Mas de um modo muito ortodoxo.

O casalzinho jovem se acha bem maduro,
Ama a liberdade e o prazer...
Mas sozinho a dois esquece do futuro
E fazem o filho que nem queriam ter.

O aluno: a escola é incremento
Para um bom trabalho ter.
Completo lá meu conhecimento
Para o grau "ensino médio" obter.

Mas professores faltam, a dispensa é diária.
Então, o que é o diploma na verdade?
Estudo completo?? ah...coisa hilária!!
Porque das aulas não se vê a metade.

E a mãe diz à criança:
- Ladrão nunca poderás ser!
Seja honesto, pois na bonança
Como um doutor há de viver.

Mas o mesmo pivetinho
Vê a mãe afanar das economias do pai.
A conversa agora é outra, ela diz bem baixinho:
- Fica quieto, que nem perceber ele vai...

Coisas assim acontecem pouco a pouco,
Observe quando por aí estiver andando.
E ficarás de tão surpreso quase louco
vendo a sociedade sempre se sabotando...

Luis Gustavo D. Pereira

08 outubro 2005

Greve literária...

Hoje não vou cronicar. Não vou mesmo. Essa idéia não está na minha cabeça.
Não vou falar sobre a corrupção que não causa mais surpresa, nem sobre os milhões que transitam p'ra lá e p'ra cá dos modos mais inusiados. Meu pensamento passa longe dos katrinas da vida e da nossa democracia de morte, que compra mais papel higiênico para os políticos do que comida para os politicados. Direi também coisa alguma sobre o modo preguiçoso de se informar que alguns brasileiros têm, recebendo e engulindo as notícias do modo que elas chegam, sem ao menos passá-las por uma crítica mental.
Por outro lado, também não mencionarei que a nossa terra é bem acolhedora e bondosa, pois retribui o que lhe é investido em progressão geométrica. Vou fingir que esqueci que temos e tivemos por aqui alguns anjos como dona Zilda Arns, Ayrton Senna e Chico Xaiver, para não mencionar os outros, que sempre amaram esse país do melhor modo possível: trabalhando, nele e para ele, com o coração. E também não notei todas as cores de pessoas com as quais vivemos aqui que sempre estão em festa, brindando por algo, mesmo que seja com finazinho do salário. E também não lembrarei que o nosso Hino é o mais belo, a se ver pela forma com que emociona qualquer pessoa, mesmo que seja estrangeira.
Não que todas essas coisas não mereçam uma boa observação, mas deixo que meus colegas do mundo das letras o façam por hora.
Hoje quero apenas viajar parado lendo um Drummond... Ou talvez pegar um Vinícius de Moraes, com a presença de Toquinho e deixar rolar no som, relaxando numa rede...Quem sabe eles embalem alguns bossa nova dreams...

Ah... Como é bom ser brasileiro!!!
Luis Gustavo D. Pereira

06 outubro 2005

Quando o útil se faz fútil...

Estudo dos cossenos
Nas funções trigonométricas.
Ou talvez os triângulos escalenos
E as benditas progressões aritiméticas.
Concordância dos verbos e dos nomes,
E todas as classes gramaticais.
Com a devida colocação dos pronomes
No romantismo bem sincero de Moraes
O mundo em definição e reforma,
Todos que mudam e tudo o que é mudado,
A rapidez com que a mídia nos informa
Últimos progressos e todo seu legado
Mas conhecer isso tudo não adiantou
No que estava com ela a conversar,
Pois quando o silêncio entre nós pousou,
Fez-se o beijo, e toda a eternidade num só olhar...
Luis Gustavo D. Pereira

04 outubro 2005

Ah!! Dá licença, meu!!!

- Aparece!!!
(...)
- Se não é por bem, então...
(...)
- Olha, vamos deixar as coisas bem claras por aqui, seu salafraio! Não estou te procurando agora por vontade própria: um superior determinou que eu o fizesse. Sei que você gosta de aparecer e tudo o mais porque quando isso acontece, você fica rodeado de símbolos e todos lhe atribuem unidade e grau, mesmo que a sua formação não passe de um processo simples, seu covarde útil, que só aparece no final, depois que todos aqueles brutamontes enigmáticos foram embora. E o engraçado é que todo mundo ainda tem o maior apreço por você. Mesmo que todo o trabalho duro para que você surja saia de gente como eu, você não liga e, orgulhoso, se acha a verdade pura e até gosta dessa fama; não adianta esconder: dá p'ra ver nos conjuntos de suas ações, seu paspalho!
Sendo assim, eu sei que você sabe que eu posso te dar o que você gosta e você pode me prover o que preciso. Você quer se mostrar p'ra todo mundo e eu, conhecimento pontos na média final. Então, façamos um trato, ok? eu te dou todo o estrelato que nutre - e sempre nutriu - todas as suas existências efêmeras e, em troca, você aparece, faz com que eu entenda de onde raios você surgiu e obriga o professor a me dar o ponto referente a essa questão.
Espero que tenha ouvido, seu numerozinho ridículo!Já gastei meio lápis e uma borracha atrás de ti... Ponha-se no seu lugar (ou seja, no conjunto-solução da equação)!!!
E aparece logo, que a aula já está acabando!!!!
É...o que um exercício de prova de matemática não faz com um cidadão...
Luis Gustavo D. Pereira

02 outubro 2005

Transições




Sonhar
Acordar
Estar
e observar

Ter
Ver
Saber
E fazer


Cair
Sentir
Ir
Rir e subir

Mas sem dor
E temor
ter seu calor...
Cadê o amor?


Luis Gustavo D. Pereira