29 novembro 2005

Até mais!

Com uma grande saudade, venho finalizar esse período de idéias e colocações que fiz por esse meio tão maravilhoso que são os blogs. Aprendi aqui muitas coisas sobre o mundo e sobre mim mesmo, mas, acima de tudo, conheci muitos amigos, que me serão inesquecíveis.
Agora, a vida está requisitando meus esforços e atenções para outros lados, que serão cruciais para minha vida.
Mas não acabou totalmente. Um dia, quando estiver mais calmo e estabilizado social e profissionalmente, voltarei, com certeza, a este local, que desde já me deixa saudoso!

Obrigado, muito obrigado a todos que por aqui estiveram! Estejam sempre em paz e até um dia!!!
Que Deus os abençoe...hoje e sempre!!!!
Luis Gustavo D. Pereira

22 novembro 2005

Desejo de vida

O primeiro deles é que eu gostaria de ser professor um dia. Em qualquer área, escola básica ou técnica, sempre sonhei em estar atrás daquela mesa na frente passando um pouquinho das coisas que pude aprender aos que estão a caminho, como eu.
Mas gostaria que os alunos dependessem de mim somente no que toca a indicar o caminho e que, se eu sumisse um dia, eles pudessem sempre caminhar sozinhos... na realidade, nao gostaria de ser professor de respostas, mas sim de pensamentos...

O que vcs acham?

Luis Gustavo D. Pereira

17 novembro 2005

Ventos da mudança...

Revolução! Essa é a palavra do momento nesse espaço, pessoal. Não! por favor, não vá embora: não haverá canhões nem balas e tampouco bombas; será apenas uma mudança nas formas de apresentar algumas coisinhas aqui.
É que acabei observando que, quando me empolgo num certo assunto, acabo escrevendo mais do que deveria, aí saem algus posts que ,numa análise posterior, pareceram-me um tanto cansativos...rsrsrs
Tendo isso em mente, vou lançar aqui um querer um tanto antigo meu, so para efeito de testes. Gostaria de convidá-los ao "papo rápido", que funcionará assim: Lançarei um objeto (tema, situação, filosofia de botequim, etc) com um comentário rápido, olhando a situação por um lado. Aí, o resto dos lados deixo para que você aponte. è o que parece: um grito de liberdade! Gostaria muito de sair de minha fortaleza de pré-conceitos sobre algum tema e somar mais experiências, uma vez que eu seja apenas um garoto de dezessete anos que adora pensar, escrever e ouvir Bee Gees...
Você aceita meu convite?
Aceitou? Oba!!! Então, olha o trampo aí!!!

Objeto do dia:


"Porque todos acreditam em Deus se ninguém o viu ainda e ninguém acredita em duendes, sendo que sempre conhecemos alguém que viu um (ou nós próprios vimos um pestinha desses)?"

É, penso que deve ser mais facil ver em algo que podemos pisar do que o que pode pisar em nós...
Agora sua vez!
Luis Gustavo D. Pereira

12 novembro 2005

Que atire a primeira enciclopédia quem nunca resumiu algo em sua vida!

Primeiro, gostaria de me desculpar com meus amigos blogueiros. O SENAI e a escola têm me tomado quase todo o tempo, o que tem feito com que so pudesse postar no fim de semana. Para vcs terem uma idéia, tenho ainda que resumir um capítulo d' "O Primo Basílio"...E por falar em resumos...
Logo quando entramos na escola, e durante nossa vida lá, várias vezes somos obrigados, oficial ou oficiosamente, a resumir coisas, mesmo que nunca tenham nos ensinado o modo correto de o fazer. Assim, como "resumir" rima com "diminuir", vamos diminuindo, tiramos palavras aqui, frases ali e até parágrafos inteiros acolá, tirando junto, na maioria das vezes, o nexo da coisa. E ai do professor se perguntar qual o sentido do texto...:
- Sentido? Que sentido? O senhor só pediu para resumir e, olha aí, tá resumido!!
Depois disso, começam a nos cobrar esse tal de sentido, que também não foi nos apresentado oficialmente. Mas, com jeitinho brasileiro, fazemos essa nova amizade
É quando estamos realmente aprendendo a pensar e colocar não só mais os textos mas muitas coisas da vida no processo de "cortar o supérfluo e ir direto ao objetivo". E aí aprendemos também que, quanto mais se corta, mais fácil fica para chegarmos ao final e que, se não tomamos cuidado, não sobra muito para ele. Aplicando isso na "prática da vida", ela nos vai ficando mais rápida, por assim dizer...
É daí que vem a tendência resumista do brasileiro, que se faz presente no "tá", no "falô", no "tu vai", e por aí "nóis vai.
E, ultimamente, essa tendência invadiu também o campo do amor. Outro dia, estava conversando com um grupo de colegas à noite. Animação geral e tudo o mais, quando um dos garotos convidou uma das meninas para sair. Ela aceitou e, depois de se despedirem do resto do pessoal, eles se foram (sair). Voltaram depois de uns vinte minutos. Se não soubesse de antemão o que ocorre nessas saídas, juro que ficaria surpreso. Antigamente, sair tinha o sentido geral de dar uma volta, conversar, tomar um sorvete, coisinhas do gênero e , caso a coisa fosse boa mesmo, rolava aquele beijo, selando uma alegria em comum. Antigamente. Hoje é raro que isso aconteça. E porquê? Por culpa da bendita tendência resumista, que agora se preocupa somente com as partes essenciais da coisa: o "oi", o "beijo" e o "tchau", porque, muitas vezes, só vai se saber o nome do outro dias depois...
É, os professores têm conseguido incutir uma parte da idéia de resumir, aquela que consiste em tirar tudo o que possa deixar o processo lento. Só faltou explicar que a idéia de começo, meio e fim tem que existir e que a conclusão somente pode existir se, de fato, tem-se algo para concluir. Tanto nos textos, como nas outras coisas
Luis Gustavo D. Pereira

02 novembro 2005

Roda-viva-roda-incerta

Camisa azul ou verde?
O sapato preto ou All-Star?
Calça bege ou bermuda Jeans?

Ler Saramago ou Veríssimo?
Pesquisar Andrade ou Bandeira?
Assistir Spielberg ou Woo?
Aproveitar o dia livre, acordando cedo, ou acordar tarde, para aproveitar o dia?
Biblioteca ou shopping?
São Paulo ou Floripa?
Primeira carteira do canto ou a terceira da fileira do meio?
Esta ou aquela menina?
A conversa certa ou o beijo duvidoso?
E depois, ligar ou mandar mensagem?
Caminhos, escolhas, dúvidas,
Mais problemas que solução
Mas Salve toda essa liberdade
Que sempre me prende com toda sua confusão!!!!
Luis Gustavo D. Pereira

31 outubro 2005

Nós, internetualizados!!!!

É muito bom saber que você está por aqui, compartilhando de algumas loucuras minhas é é muito gostoso ter a possibilidade de, com seu comentário, ir até a sua casa virtual e conhecer um pouco de ti também. Isso é uma troca de culturas muito bacana, que dá um sentido a mais para a internet: o de unir realidades, mesmo que elas sejam totalmente diferentes. E essa mágica, de uma forma ou de outra, acaba criando laços muito especiais de amizade verdadeira. Amizade verdadeira, porque o que conhecemos realmente é a mentalidade da pessoa, sem ter pré-conceitos, sem presenças irritantes, sem concensos gerais; então, somos livres para criar afinidades...



Salvo excessões raras, penso que na vida de todos nós blogueiros, esse espaço é um meio para que a pessoa expresse tudo aquilo que é, pois "dá de trabalhar" a todo tipo de mente: os artistas de plantão mexem em seus templates com aquela criatividade, os músicos nos trazem sempre, além das possíveis melodias de fundo, os pontos da vida que mais parecem ter o mesmo tom para todos, isso sem contar o ponto em comum entre todos: as idéias jorrando pelo teclado do pc. Numa época, quando o real está virando virtual, e o contrário também, estamos todos ainda nos adaptando a essas mudanças, começando com o blog, a filial da gente no ciberespaço.
Assim, mais uma vez, seja bem vindo, meu bom amigo, e seja bem vinda você também, adorável amiga! Obrigado por ouvir o que tenho a dizer, ou melhor, ler o que tenho a escrever enquanto me restam dedos!!
Não sou fresco quanto a horários, por isso fica aqui o convite de voltarem quando quiserem e puderem, assim como o pedido de que deixem vossos endereços para que eu descubra também um pouquinho de seus mundos!!!
Estejam todos sempre em Paz!!!


Luis Gustavo D. Pereira
(PS: Senhorita Karol Hedy, cadê minha torta de maçã???
PS2 - a missão: Senhor Edgard Borges, trouxe minha lasanha???)

23 outubro 2005

O tempo...

Não me diga que horas são
Quero viver cada momento em si
De forma que o próximo só possa ser bom.

Não permita que eu saiba dos dias
Eles não existem mais para mim
E sim, somente o que foi feito faz o que ainda vai existir.

Não posso olhar para o passado
E continuar a fazer rodeios
sem aprender a viver, afinal.

Não posso olhar para o futuro
E continuar sentado nessa cadeira
Invejando os ponteiros do relógio, que sempre são, estão e agem.

Quero ser a chuva
Sempre em ação
(seja como for)


Quero ser o vento
E suas eternas boas mudanças
(seja frio ou calor)

Na lei
Quero ser vítima e réu
(sem privilégios a granel)

Ver o mundo, e torcer pelo bem
Ver os meu braços, e trabalhar também.
E não mais transformar a chuva da tarde
Em lágrimas ardentes de verdade.

Então, não me diga que horas são.
Não me importa: vivo na eternidade.
Luis Gustavo D. Pereira

21 outubro 2005

E à desordem voltarás...


Quarto virado do avesso??? Não tenho culpa. Não tenho culpa nem tempo para dar o devido respeito ao cômodo ilustre. Quer dizer, não tinha até que um livro caísse na minha cabeça.
Estopim!!! E para dar fim à histeria existente ali, onde até os livros estavam se suicidando, tive de boicotar as atividades do dia nas escolas. Ah, por um bom motivo, vai...
E começa a guerra. Ao som de Bee Gees (para tarefas assim, precisa-se de estímulos grandes como esse) ,mexi, mudei de lugar, varri, e até bati a canela na quina da cama pouco antes de uma prateleira cair lindamente na minha canela. Mas antes de o cd acabar, a paz já estava restaurada ao ambiente, que depois dessa revolução toda, até cresceu.
Então, para aproveitar esse clima e o tempinho livre restante, comecei a fazer um dos trezentos e cinqüenta e dois trabalhos que as escolas passaram, quando o meu irmãozinho caçula entrou, com seus jeitinhos e sorrisos tigulis, como diriam algumas amigas. Não me importei que ficasse, é um anjinho, calminho, contenta-se em estar com seus carrinhos e bonequinhos. Depois de um tempo, a esposa de meu pai pediu minha ajuda para que removesse o que ela chamou de horrível e gigantesco monstro (uma perereca) que estava na cozinha. Feito o ato heróico, voltei para onde destava antes...
Quarto virado do avesso!!! Ah aquele pivete endiabrado !!! Hunf... Vamos lá de novo... Só espero que ele não tenha brincado de colorir no meu trab...
Tarde demais.
Luis Gustavo D. Pereira

20 outubro 2005

Rapidinho...

Hoje, gostaria de falar sobre três seres de uma família que interferem diretamente em nossas vidas, com maior ou menor intensidade.
Um deles é o ontem, velho sábio, um avô ,que já foi embora, mas deixou seus ensinamentos, lembretes e recordações para se refletir.
o segundo é o Amanhã, dinâmico, sagaz mas ainda inocente, o netinho, porque não tem opinião própria e sempre se agarra em tudo o que o terceiro amigo fala, que é o...
Hoje. Este é uma criança , o filho, que podemos moldar de acordo com o que queiramos que ela transmita ao Amanhã e fazer dele algo realmente bom.
Um já foi...o outro AINDA vai chegar e tem um que depende de nós para se formar...
Vamos cuidar dessa família?
Ela pode dar certo...
Luis Gustavo D. Pereira

15 outubro 2005

Cadê a tiaaaaaaaa????

Hoje estive analisando algumas passagens na minha vida (ainda que tenha vivido pouco) e cheguei à conclusão que tenho saudades dos tempos de primário em que eu realmente completava um ano escolar, embora não tenha repetido ano algum até este momento.
Era muito bom estudar seriamente todos os dias e, chegada a prova, saber o assunto em questão e não somente decorá-lo mecanicamente, para esquecê-lo logo após o teste. E cada vez que a professora iria divulgar os resultados, fazia-se um suspense infernal até que ela chegasseao meu número e à minha nota. E, por falar em nota, desde essa época eu tenho um trato para comigo e com o mundo: tirar, no mínimo, oito, no que quer que fosse. Isso obedece ao seguinte raciocínio: Sendo que do começo dos estudos até o dia da prova com certeza haveria tempo razoável para estudos e eliminação de dúvidas e que os professores sempre cobram nas avaliações o que deram em sala, não seria racionalmente certo ter dúvidas logo no dia do "juízo proval", o que me obrigaria a tirar sempre dez. Optei pelo oito porque poderia haver algum engano, uma frase lida errada, uma ilusão de ótica, um meteoro caindo bem em cima da última questão da prova ou coisas do gênero. Isso explica o fato de eu ter chorado copiosamente quando aconteceu meu primeiro sete-e-meio. Somando todo esse esforço do ano, era uma imensa alegria ver a palavra "PROMOVIDO" escrita no boletim final. Isso firmava e confirmava a certeza de um ano realmente completo.
Tempos bons que ficaram no passado, pois, desde que me tornei ( entenda-se me tornaram) vítima da progressão continuada, convivo com duas situações que prejudicam muito o prazer de estar num sistema esforço-recompensa como a escola.
Uma delas é que, ainda que continuasse com o mesmo pacto sobre as notas, estas teriam o mesmo brilho de outrora, pos ir para a série seguinte já não dependia mais delas em grande parte. Sendo assim, todos os esforços para aprender eram considerados banais pelos próprios estudantes. Não que eu também tivesse mudado, mas isso afetava, de certa forma, a qualidade das aulas e fazia com que os que ainda quisessem aprender algo, como eu, fossem reduzidos ao mínimo frupo dos nerds, cdf's e coisas do gênero. A outra situação é que desde então são raros os professores que realmente se sentem estimulados a ensinar, a ver cabecinhas trabalhando e depois aplicar uma prova séria , que teria resultados verdadeiros.

Nisso, há um certo desespero porque podem acontecer dois fatos. Primeiro: as dúvidas não pararem de crescer. E segundo, que é mais amargo ainda: as dúvidas não existirem. Digo isso porque as dúvidas, na verdade, surgem quando estamos sendo levados através de um certo raciocínio e fica uma lacuna entre o que já entendemos e o que está sendo passado no momento; é quando fazemos uma pergunta. Mas como ter dúvidas, se nem ao menos "pensar" alguns docentes nos estão fazendo hoje? Isso é mais preocupante do que as dúvidas em si, porque não sabemos o que realmente deveríamos buscar saber...coisa de louco, mas acontece!
Assim, as questões existentes, junto com não pensadas vão se acumulando, acumulando, acumulando até que o aluno caia em si e veja que seu próprio futuro se transformou em um verdadeiro ponto de interrogação gigantesco. Mas aí, é muito difícil reverter o quadro.
Por tudo isso, tenho saudades das tias e dos tios do primário, que simbolizam um período realmente bom e eficaz no ensino do nosso país, pelo menos para mim. O "estudar" de hoje não tem o mesmo peso, tanto intelectual quanto sentimental, como de antes, o que tem feito e ainda vai fazer com que um monte de jovens mintam inconscientemente. Provo pelo meu caso, que, mesmo quando estiver com o diploma de "ensino médio completo" em mãos, mentirei se ousar dizer que tenho, de fato, o "ensino médio completo". É socialmente comprovado, e eu sei comigo, que ainda levaria, no mínimo, mas um ano de estudos para realmente merecê-lo.

12 outubro 2005

Coisas da vida atual

Vejo que o futuro
É um certo paradoxo
Porque coisas sairão do escuro
Mas de um modo muito ortodoxo.

O casalzinho jovem se acha bem maduro,
Ama a liberdade e o prazer...
Mas sozinho a dois esquece do futuro
E fazem o filho que nem queriam ter.

O aluno: a escola é incremento
Para um bom trabalho ter.
Completo lá meu conhecimento
Para o grau "ensino médio" obter.

Mas professores faltam, a dispensa é diária.
Então, o que é o diploma na verdade?
Estudo completo?? ah...coisa hilária!!
Porque das aulas não se vê a metade.

E a mãe diz à criança:
- Ladrão nunca poderás ser!
Seja honesto, pois na bonança
Como um doutor há de viver.

Mas o mesmo pivetinho
Vê a mãe afanar das economias do pai.
A conversa agora é outra, ela diz bem baixinho:
- Fica quieto, que nem perceber ele vai...

Coisas assim acontecem pouco a pouco,
Observe quando por aí estiver andando.
E ficarás de tão surpreso quase louco
vendo a sociedade sempre se sabotando...

Luis Gustavo D. Pereira

08 outubro 2005

Greve literária...

Hoje não vou cronicar. Não vou mesmo. Essa idéia não está na minha cabeça.
Não vou falar sobre a corrupção que não causa mais surpresa, nem sobre os milhões que transitam p'ra lá e p'ra cá dos modos mais inusiados. Meu pensamento passa longe dos katrinas da vida e da nossa democracia de morte, que compra mais papel higiênico para os políticos do que comida para os politicados. Direi também coisa alguma sobre o modo preguiçoso de se informar que alguns brasileiros têm, recebendo e engulindo as notícias do modo que elas chegam, sem ao menos passá-las por uma crítica mental.
Por outro lado, também não mencionarei que a nossa terra é bem acolhedora e bondosa, pois retribui o que lhe é investido em progressão geométrica. Vou fingir que esqueci que temos e tivemos por aqui alguns anjos como dona Zilda Arns, Ayrton Senna e Chico Xaiver, para não mencionar os outros, que sempre amaram esse país do melhor modo possível: trabalhando, nele e para ele, com o coração. E também não notei todas as cores de pessoas com as quais vivemos aqui que sempre estão em festa, brindando por algo, mesmo que seja com finazinho do salário. E também não lembrarei que o nosso Hino é o mais belo, a se ver pela forma com que emociona qualquer pessoa, mesmo que seja estrangeira.
Não que todas essas coisas não mereçam uma boa observação, mas deixo que meus colegas do mundo das letras o façam por hora.
Hoje quero apenas viajar parado lendo um Drummond... Ou talvez pegar um Vinícius de Moraes, com a presença de Toquinho e deixar rolar no som, relaxando numa rede...Quem sabe eles embalem alguns bossa nova dreams...

Ah... Como é bom ser brasileiro!!!
Luis Gustavo D. Pereira

06 outubro 2005

Quando o útil se faz fútil...

Estudo dos cossenos
Nas funções trigonométricas.
Ou talvez os triângulos escalenos
E as benditas progressões aritiméticas.
Concordância dos verbos e dos nomes,
E todas as classes gramaticais.
Com a devida colocação dos pronomes
No romantismo bem sincero de Moraes
O mundo em definição e reforma,
Todos que mudam e tudo o que é mudado,
A rapidez com que a mídia nos informa
Últimos progressos e todo seu legado
Mas conhecer isso tudo não adiantou
No que estava com ela a conversar,
Pois quando o silêncio entre nós pousou,
Fez-se o beijo, e toda a eternidade num só olhar...
Luis Gustavo D. Pereira

04 outubro 2005

Ah!! Dá licença, meu!!!

- Aparece!!!
(...)
- Se não é por bem, então...
(...)
- Olha, vamos deixar as coisas bem claras por aqui, seu salafraio! Não estou te procurando agora por vontade própria: um superior determinou que eu o fizesse. Sei que você gosta de aparecer e tudo o mais porque quando isso acontece, você fica rodeado de símbolos e todos lhe atribuem unidade e grau, mesmo que a sua formação não passe de um processo simples, seu covarde útil, que só aparece no final, depois que todos aqueles brutamontes enigmáticos foram embora. E o engraçado é que todo mundo ainda tem o maior apreço por você. Mesmo que todo o trabalho duro para que você surja saia de gente como eu, você não liga e, orgulhoso, se acha a verdade pura e até gosta dessa fama; não adianta esconder: dá p'ra ver nos conjuntos de suas ações, seu paspalho!
Sendo assim, eu sei que você sabe que eu posso te dar o que você gosta e você pode me prover o que preciso. Você quer se mostrar p'ra todo mundo e eu, conhecimento pontos na média final. Então, façamos um trato, ok? eu te dou todo o estrelato que nutre - e sempre nutriu - todas as suas existências efêmeras e, em troca, você aparece, faz com que eu entenda de onde raios você surgiu e obriga o professor a me dar o ponto referente a essa questão.
Espero que tenha ouvido, seu numerozinho ridículo!Já gastei meio lápis e uma borracha atrás de ti... Ponha-se no seu lugar (ou seja, no conjunto-solução da equação)!!!
E aparece logo, que a aula já está acabando!!!!
É...o que um exercício de prova de matemática não faz com um cidadão...
Luis Gustavo D. Pereira

02 outubro 2005

Transições




Sonhar
Acordar
Estar
e observar

Ter
Ver
Saber
E fazer


Cair
Sentir
Ir
Rir e subir

Mas sem dor
E temor
ter seu calor...
Cadê o amor?


Luis Gustavo D. Pereira

30 setembro 2005

Retorno salutar

Volto agora finalmente à minha terra natal depois de uma extensa viagem por uma área que, de um modo ou de outro, sempre se fez presente na minha vida. Já perambulei outras vezes por aquelas bandas, mas nunca havia me deixado lá tanto tempo como dessa última vez.
Este não tão bom filho que vos fala torna à casa porque, de fato, aquele local não lhe era muito hospitaleiro. É um espaço frio, sistemático, onde parece existir um programa-padrão dizendo o que se pode ou não fazer, o que não permite a escolha e, muitas vezes, nem a criação de modos mais pessoais de ligação entre as idéias que estão no ar e os indivíduos propriamente ditos. Trata-se realmente de um atentado contra os sentimentos e a criatividade das pessoas.
Pois bem! Cá estou eu de novo, retomando devagarinho o meu devido lugar. Essa viagem que fiz escrevendo em língua inglesa foi proveitosa no sentido de saber, ou melhor, de sentir o quanto posso ser livre e, acima de tudo, ser eu mesmo, fiel às essências das idéias, se estiver na minha verdadeira pátria que, em conjunto com aquele nobre escritor é, sem dúvida,a Língua Portuguesa. Lar, doce lar, ou o que quer que seja, é um grande prazer estar de volta!!!!

Luis Gustavo D. Pereira

26 setembro 2005

Bossa da Nossa

(uma cena de um verão passado...)

Sai a nossa moça
E passa na praça
A graça da Raça!
E não dá licença
A paixão-desavença
Da sua presença
E, de quando em quando,
Eu ando pensando
Vagando, buscando,
Fingindo, cumprindo
Caindo, sorrindo
No se do ensejo
Com esse desejo
De roubar-lhe um beijo,
Um beijo, um beijo
Não sou sertanejo
Mas tiro o chapéu
P'ro seu manuel
O fazedor de pastel
É ele o destino
Da doce felino
Que vai pela frente
Cantando contente
Andando, pensando
Vagando buscando,
Sorrindo, cumprindo
Abeça de pressa
A regressa promessa
De voltar outra vez.
Luis Gustavo D. Pereira

24 setembro 2005

Coisas de criança...

- Gustavo, vá até a padaria e compre seis médias e quatro carás...
Somente nesso momento, percebi que a infância realmente fora embora, levando consigo a mágica que fazia as coisas acontecerem sem que eu percebesse.
As bolachas, por exemplo, sempre apareciam no armário e, por saber disso, eu ficava furioso quando alguém dizia que elas tinham acabado. E perguntava mais dez vezes sobre as guloseimas, pois só poderia ser um erro daquela pessoa que dava a triste notícia. Pois as bolachas sempre estavam lá. Sempre
Outra coisa é que conscientemente, eu sabia que , em determinado dia da semana, as roupasseriam lavadas. E inconscientemente, tinha comigo que, por mais que usasse essas vestimentas, elas fatalmente retornariam limpas e cheirosas para o armário. Mas confesso que não foi de pronto que percebi que as roupas mantinham-se limpas porque eram lavadas em determinado dia da semana.
Aconteceu quase o mesmo com a situação "papel higiênico". Ainda que o usasse, ele sempre se enchia sozinho. Até o dia que ele acabou bem no meio de um "serviço": travei-me, olhando para o rolo vazio - que não se encheu sozinho - sem saber o que fazer. Deu medo. Medo chama perigo. Para o perigo, a solução eficaz: manheeeeeê!!!!!
Mas, no fundo, a criança precisa dessa segurança de saber, ou melhor, de sentir, mesmo que não saiba, que tudo o que precisa estará lá. Quando ela cresce um pouco, acaba aprendendo o "porquê" de as coisas estarem onde estão. Depois, conhece o modo de fazê-las ir para lá. E aí, passado um tempo, escolhe o "porquê" ou o "como" e se dedica totalmente ao assunto, isso quando não estuda mais um pouco e vai aprender a "fazer" as coisas que antes somente usava.
E, com a busca matinal dos pão - que outrora surgia quentinho, já com margarina e junto de um copo de leite em cima da mesa - tive de aceitar o fato de que os períodos de estabilização mental denominados primeira e segunda infância oficialmente tiveram seu fim e que a mágica acontece somente quando naturalmente falamos, mesmo que seja no pensamento:
- Ah, então é assim que isso acontece!
Não tenho experiências suficientes, mas arrisco-me a dizer que a mágica, na verdade, é viver...
Luis Gustavo D. Pereira

22 setembro 2005

Eterna confusão

(Essa idéia ocorreu-me graças a alguém que disse que meu maior problema é pensar. Acabei concordando...)

Pensar traz problemas.
Pensar é um problema,
Sempre o foi.

E coitado de mim!
Se penso sobre pensar,
Lá vem problema de problema!

Então, como se já não existissem problemas
Trago este um, que traz outro
que pode trazer outro
Ê, laiá!!

Criar problemas é sempre um erro.
E coitado de mim, de novo!
Erro errando no erro errado
Ai, ai ,ai...

E, para não errar mais,
Pensar bem é necessário...
Mas pensar traz problemas,
E lá vamos nós de novo...!

Luis Gustavo D. Pereira

16 setembro 2005

Esconderijo

Bom dia!
Certo, ainda não o conheço
Mas desculpe minha mania
De cumprimentar quem não me tem apreço.

Boa tarde!
Olhar frio, sem resposta
Entendo o fato em parte
Pois nunca fomos companheiros de aposta.

E ao colega mais distante
O mais simples "como vai?"
É motivo de susto no instante
E com plena desconfiança ele sai.

E se dou boa noite,
Fuga! E até a bolsa é escondida
Mas não lhe tenho sentimento de açoite:
Porque o medo é fruto dessa vida bandida...

Luis Gustavo D. Pereira

13 setembro 2005

Questão de olhar...

É interessante quando olhamos as coisas comuns da vida por outro lado. Às vezes ,as coisas mais simples tornam-se assim as mais belas e as mais comuns acabam mostrando-se muito singulares. Dei-me conta disso um dia desses...

E os nossos pequenos...

É uma tarde comum, logo após o almoço. Satisfações de uns, atividades de outros e o meu irmão caçula, bebzinho ainda, aconchega-se no meu colo. Atuou a lei das afinidades: nós dois estamos sonolentos.
Então, recolho-me com ele ao quarto e à cama. Entre carinhos e canções, lentamente ele dormiu. Agora, o pequeno é um projeto de gente que está indiferente a tudo e a todos ao seu redor, pois já tem tudo o que precisa nesse momento: o lugarzinho macio que tomou para si e o barulhinho dos pássaros para lhe embalar os sonhos...
Mas, por falar em sonhos, os bebês fazem isso? Podemos tentar adivinhar, mas nunca vamos saber ao certo, mesmo porque se fazíamos isso quando nenéns, era tão bom que esquecemos, como a maioria das coisas que ocorrem em nossa primeira infância.
Sendo assim, durma, pequenino, durma e viaje em seus sonhos. Sonhe e, quando acordar, traga-nos alguma notícia desse teu maravilhoso mundo íntimo, traduzida nas formas mágicas dos teus olhares curiosos e de teus sorrisos sinceros e encantadores.


Luis Gustavo D. Pereira
(Direitos autorais da foto: Sítio http://www.belamamae.com.br)

10 setembro 2005

Tempos de evolução

Tenho medo do mundo em que vivo:
Do orgulhoso desmedido
E seu limite desconhecido,
Torturando aquele homem passivo.

Tempos de selva voltaram.
Mas piores: a inteligência de alguns presente
Algoz de um povo descontente,
Cujo quê fraterno afogaram.

Humanidade de passado sofrido,
Lições existem para se estudar!
justiça e bondade para melhorar
A vida desse povo orpimido.

Chegou a hora da mudança.
E de profunda reforma se carece,
Pois aquela menina de trança,
Para isso, ajoelha-se em prece.

Luis Gustavo D. Pereira

08 setembro 2005

Os pensamentos são atemporais?

Tomando o sentido lógico da vida, vemos que, para uma coisa ser registrada, ela deve acontecer primeiro. Isso constitui uma lei básica, por ser compreensível por todos,desde os graduados por universidades até os que são formados pela prórpia vida.
As maravilhas da tecnologia não fogem a essa regra. O que nos é mostrado pela mídia, resumindo o processo, tem de acontecer, para depois ser capturado pelas câmeras, ser transformado em zeros e uns, ir aos satélites, chegar em nossas casas e finalmente voltar a ser algum tipo de informação que compreendamos, certo? Como cada um desses acontecimentos depende da existência de um anterior, não ocorrem todos simultaneamente, o que provoca obrigatoriamente uma defasagem de tempo entre o fato em sia e sua reprodução nos finalmentes.
Sendo assim, porquê sofremos tanto assistindo a um jogo de futebol, por exemplo, se o que estamos vendo, na verdade, já aconteceu? E mesmo para aqueles que acreditam no poder das vibrações e de sua torcida, convém lembrar que estas chegam um tanto atrasadas ao seu destino, mesmo porque, para existirem, dependem do que a pessoa está vendo, ou seja, de uma coisa já atrasada.
Mas que essas idéias não cheguem ao conhecimento dos brasileiros. E que, se iso os faz felizes, continuem a se emocionar com coisas obrigatoriamente "antigas" e deixem de viver o presente para vibrar por um futuro que já está no passado. Entendeu? Eu também não, mas o seu Luis, santista roxo de não perder nenhum jogo, há de nos explicar. Seu Luis?

Luis Gustavo D. Pereira.

07 setembro 2005

Palavras mudas

Amo-te, teoria em segredo
Quando estás perto, esqueço o freio
E te amo, sem sossego.

Dizem alguns: é só paixão
Digo eu: é apego sem ilusão
E te amo, bem vermelho!

És toda doçura quando chego
Gentileza ou gostar com receio?
E te amo, nesse medo...

E me diz por quê menina, tanto me torturas
Com esses sinais de muitas ternuras?
E te amo, mas será que devo?

Amo, sério, antes de desejo
E quero-te, sim, para a vida inteira
Deixa eu te amar, dessa maneira?

Luis Gustavo D. Pereira

01 setembro 2005

Era uma vez...

Completei inha primeira nesga de vida. É certo que já vivi dezessete anos, mas esta década a que me refiro foi a primeira que registrei de fato.
Não me recordo de muitas coisas que antecederam esse período, somente momentos em família e brincadeiras prazerosas...Nesse tempo, já não me supreendia quando as coisas que já eram coisas antes que eu reconhecesse-as como tal deixaram de ser úteis e, algumas, de existirem também.
Nesse sentido, o sistema mudou um pouco. Não houve, por exemplo, a mesma indiferença de outrora quando tive de jogar fora o par de meias, comprado com tanta alegria, só porque agora cada uma delas cotem uma dúzia de furos. Fui outro também ao rebaixar à condição de pijama aquela camiseta que o suado dinheirinho, fruto do trabalho na bomboniere, trouxe ao meu convívio, só porque agora tem uma mancha de café, modesta para mim e espetacular aos olhos alheios. Isso para não falar do boné, guerreiro samurai que finalmente se rendeu, ou do relógio, lindo para aquela menina especial, mas que pediu licença por tempo indeterminado.
Falo aqui somente das coisas porque, desculpem-me a ignorância, nunca pude acompanhar a vida inteira de alguém. Por isso, penso que o que sentimos quando uma pessoa – que já estava aqui quando viemos à luz – finalmente se aposenta de viver não é propriamente compaixão, como o que sentimos por algo cuja existência compreendemos totalmente. Na verdade, é uma espécie de medo misturado com revolta, pois o ser em questão, de um modo ou de outro, tinha um papel em nossas vidas que muitas vezes se igualava a uma cargo cujo concurso de admissão requisita características que somente aquele ocupante apresentava, sendo impossível que se encontre alguém para ele.
Fora esse sentimento, toca-nos o íntimo somente a falta, ou antefalta, daquilo que compreendemos perfeitamente(as mulheres são outra história). E por esse pequeno motivo, vejo que termino o primeiro capítulo da minha vida, fechando-o ao ver a bota, comprada conscientemente há alguns anos, que acabou de descolar seu solado.

Luis Gustavo D. Pereira